Evandro Daolio: escritor é o preferido da mulherada

 

Entrevistamos:
Evandro Daolio

 

Maurício Filho
editor@jornaltorpedo.com.br


O jovem escritor esteve em Campinas na Fnac para noite de autógrafos e o Jornal Torpedo esteve lá para conferir. Eram tantas fãs que tivemos que fazer parte da entrevista por e-mail. Em seu mais recente trabalho, Ria da Minha Vida 3 - A Busca de Um Grande Amor, o autor volta a dar dicas bem-humoradas para o relacionamento homem-mulher.

JT: Rir ainda é o melhor remédio?

ED: Sim. Rir feito bobo não, mas levar os problemas com humor e otimismo. Sempre digo que se você tem um problema e não o encara dessa maneira, você tem dois problemas. Seu pessimismo e mau-humor e o problema em si.

JT: O que é mais difícil, levar um chifre ou seus amigos ficarem sabendo? Qual o maior mico que você já pagou?

ED: Adoro contar sobre os chifres e palhaçadas que passei. Isso faz com que as pessoas se aproximem de você, pois, apesar do mico e do riso deles, acabam respeitando sua dor e criando um carinho por você ter se aberto. De tanto eu contar as palhaçadas que passavam, eles acabaram até me incentivando muito a escrever. Amigos de verdade são assim. Já com os demais, que vão apenas criticá-lo ou caçoar com maldade, não devemos fazer questão de manter a amizade.

JT: O que toda mulher deve, obrigatoriamente, saber sobre os homens?

ED: Obrigatoriamente, ela deve saber que todos, homens e mulheres, sem diferenças, temos valor. Sem machismos ou feminismos. Os livros mostram o quanto todos nós sofremos por amor, sem diferenças... E que homens também buscam um grande amor, choram, sentem medo de ficar só, e incrível, querem se casar e ter filhos. Meus sofrimentos e os micos no amor são compartilhados por todos meu amigos. E não somos exceções.

JT: Na sua opinião, o homem paga a conta ou deve-se rachá-la entre os dois?

ED: O homem, cavalheiro, deve sempre pagar a conta. Quando já se está namorando há muito tempo, existem alguns casos em que a mulher pode colaborar... Mas sempre ela tendo o bom senso de oferecer.Nunca nós homens devemos cobrar. Ficamos satisfeitos de vermos, por exemplo, que a mulher tem noção mínima de educação para oferecer rachar. O que odiamos são as aproveitadoras, esperto-nas, e as que não têm noção do valor do dinheiro, coisa para muito assunto no capítulo do livro 2, "Você é macho-pagador?" e no livro 3 "Gente que se acha esperta".

 
Fãs disputam atenção do autor em noite movimentada na Fnac Campinas

JT: Qual a situação mais engraçada que já lhe aconteceu após escrever o primeiro livro da série?

ED: Ir ao programa do Jô e ter que dançar no palco, para demonstrar fisicamente o que acontece com nós homens na noite, quando "Simulamos dança" para conquistarmos as mulheres. Descrito também em capítulo do livro 1.

JT: Qual o papel da internet? Ela irá substituir a televisão?

ED: Não, ocorrerá certamente uma fusão. A internet migrará para a TV e a TV para o micro. É uma questão de tempo e tecnologia. Assim que todas as cidades tiverem as fibras ópticas instaladas. Isso também ocorrerá com os palm-tops e celulares.

JT: Você atuaria como ator numa novela? Já foi convidado?

ED: Sim (risos). O que a gente não faz para divulgar os livros? Já assinei um contrato para um filme, mas ainda estamos lutando para o patrocínio.

JT: Afinal, existe mesmo o homem ou a mulher ideal?

ED: Não. Existe o homem e a mulher ideal para cada um de nós.

JT: Qual o método infalível para conquistar uma mulher? O que um homem jamais pode fazer?

ED: Impossível listar aqui. Em cada final dos livros 1, 2 e 3, há um capítulo especial de dicas. Neles, eu listo milhares de coisas do que não fazer e do que fazer. Na verdade, os livros já são por completo manuais de dicas do que fazer ou não, tanto para homens como para mulheres. Quem ler certamente os conhecerá, mas acabará cometendo os mesmos erros, pois temos que viver os fatos para realmente aprendermos. O importante é vermos que não estamos sós em nossa luta, e que todos passamos por coisas parecidas em nossa busca.

JT: Você é um homem bonito. Isto ajuda mais ou atrapalha no dia-a-dia com as mulheres?

ED: Bonito eu? (Risos) Bonito é o Brad Pitt como elas dizem... Beleza sempre ajuda é claro, (mas principalmente aos homens em relação às mulheres), pois infelizmente, nós homens somos muito mais ligados ao físico, em um primeiro contato, que as mulheres. Os divertidos capítulos dos encontros às escuras do livro são sobre esse tema. Vocês vão rir muito se os lerem. A beleza atrai, mas não mantém nada.

Os livros estão em todas as livrarias Siciliano dos shoppings, Fnac e Saraiva. No site oficial tem até um link especial para aquisição com desconto. o autor estará presente na Bienal do Livro de São Paulo, no dia 18 de abril, a partir das 15:00 horas no estande da ARX (Siciliano).

Maurício Filho é editor do jornal.